Imunoglobulina Anti-Rh

A imunoglobulina anti-Rh é um anticorpo IgG específico contra antígenos Rh(D) de eritrócitos humanos (hemácias). Durante a gravidez e especialmente no momento do parto, as células vermelhas do sangue do feto podem entrar na circulação materna. Quando a mulher é Rh(D)negativa e o feto é Rh(D)positivo, a mulher pode se tornar imunizada ao antígeno Rh(D) e pode produzir anticorpos antiRh(D), que atravessam a plascenta e podem causar a doença hemolítica do recém-nascido. A imunoglobulina anti-Rh previne a imunização ao Rh(D) em mais de 99% dos casos, desde que uma dose suficiente seja administrada o mais breve possível após a exposição às células vermelhas do sangue do feto Rh(D)positivo.

1. Apresentação
Solução injetável de 300 mcg (1.500 UI) de imunoglobulina humana anti-Rh(D).

2. Composição
Utilizamos a imunoglobulina anti-Rh(D) da marca Rhophylac produzida pelo laboratório CSL Behrlng. A mesma é comercializada em seringa com dose única preenchida com 2 ml de volume.

3. Indicação
A imunoglobulina anti-Rh(D) está indicada para prevenção da imunização ao Rh(D) em mulheres Rh(D) negativas em situações como: (a) gravidez/parto de criança Rh(D) positiva; (b) Aborto/ameaça de aborto, gravidez ectópica ou mola hidatiforme; (c) Hemorragia transplacentária resultante de hemorragia anteparto, amniocentese, biópsia coriônica, procedimentos de manipulação obstétrica, por ex. versão externa ou trauma abdominal.

A imunoglobulina anti-Rh(D) também está indicada para tratamento de pessoas Rh(D) negativas após transfusões incompatíveis de sangue Rh(D) positivo ou outros produtos contendo células vermelhas do sangue.

4. Contraindicação
Hipersensibilidade a qualquer um dos componentes. A via intramuscular é contra indicada em pessoas com deficiência grave de plaquetas ou outros transtornos da coagulação.

Notas:
 No caso do uso no pós-parto, a imunoglobulina anti-Rh(D) deve ser administrada somente para a mãe. Não deve ser administrada no recém-nascido.

     O produto não se destina ao uso em indivíduos Rh(D) positivos.

     A imunoglobulina anti-Rh(D) é usada na gravidez.

A imunização ativa com vacinas de vírus vivo (por ex. sarampo, caxumba, rubéola ou varicela) deve ser adiada até 3 meses após a última administração de imunoglobulina anti-Rh(D), uma vez que a eficácia da vacina de vírus vivo pode ser prejudicada.

5. Esquema, dose e volume

5.1. Na prevenção da imunização ao Rh(D) em mulheres Rh(D) negativas.

     5.1.1. Profilaxia anteparto: a dose recomendada é uma dose única de 300 microgramas (1500 UI) administrada pela injeção intravenosa ou intramuscular na 28ª até a 30ª semana de gestação

     5.1.2. Profilaxia pósparto: na administração intravenosa, 200 microgramas (1000 UI) são suficientes. Se a administração for intramuscular, 200 microgramas (1000 UI) a 300 microgramas (1500 UI) são recomendados. Imunoglobulina humana anti-Rh(D) deve ser administrada o mais breve possível dentro de 72 horas após o parto. A dose pós-parto deve ser dada mesmo quando a profilaxia anteparto foi administrada.

     5.1.3. Profilaxia após complicações da gravidez.

     – Intervenções e incidentes ocorridos até 12 semanas de gestação: 200 microgramas (1000 UI) devem ser administrados por injeção intravenosa ou intramuscular, tão logo quanto possível e no máximo 72 horas após o evento de risco.

     – Intervenções e incidentes ocorridos após 12 semanas de gestação: no mínimo 200 microgramas (1000 UI) devem ser administrados por injeção intravenosa ou intramuscular, tão logo quanto possível e no máximo 72 horas após o evento de risco.

     – Amostragem de vilosidade coriônica: 200 microgramas (1000 UI) devem ser administrados por injeção intravenosa ou intramuscular tão logo quanto possível e no máximo 72 horas após o evento de risco.

5.2. No tratamento após transfusões incompatíveis

A dose recomendada é de 20 microgramas (100 UI) de imunoglobulina anti-Rh(D) por 2 mL de transfusão de sangue Rh(D) positivo ou por 1 mL de concentrado de eritrócito. A via de administração intravenosa é recomendada. Se a administração for intramuscular, doses altas devem ser administradas por um período de vários dias. Uma dose máxima de 3.000 microgramas é suficiente no caso de transfusões incompatíveis maiores, independente do volume da transfusão ser maior que 300 mL de sangue Rh(D)positivo.

6. Via de administração
A imunoglobulina humana anti-Rh(D) pode ser aplicada por via intramuscular ou intravenosa.

7. Conservação
A imunoglobulina humana anti-Rh(D) deve ser conservada entre +2ºC e +8ºC (sendo ideal +5ºC), não podendo ser congelada.